Líderes - em tempos de crise - façam perguntas!


"Nos tornamos o que perguntamos”

Michael Marquardt

Tem sido muito comum que neste momento de crise de pandemia mundial do Coronavírus, as lideranças das organizações sejam chamadas para tomar decisões que vão impactar em muitos aspectos nas vidas das pessoas que estão em suas equipes. Nessa hora, ansiedade, insegurança, desconforto, medo ou outros sentimentos podem estar presentes entre os líderes que procuram exercer seu papel com seriedade e responsabilidade.

Reduzir equipes, unir áreas, mudar processos, garantir produtividade com equipe reduzida, garantir qualidade, encontrar alternativas para problemas complexos não mapeados e decidir tudo isso em tempo recorde, tempo esse que, não inclui pesquisa ou benchmarking.

O que fazer, já que as decisões precisam ser tomadas e o negócio, que já está sofrendo, precisará continuar? Como encontrar alternativas e soluções em tempos de crise?

Uma das alternativas – que a minha experiência com lideranças me mostra é que as decisões até podem ser tomadas por uma única pessoa, mas elas não precisam ser pensadas individualmente.

Uma jovem líder de uma grande organização constatou isso ao participar de uma reunião com um grupo pequeno, onde as perguntas eram premissa básica para o desenrolar da reunião. Pessoas que não eram da mesma empresa, com experiências diferentes, formações e de outros estados brasileiros fizeram perguntas “sem compromisso” para o problema que ela havia apresentado, problema esse que passava pela dificuldade para decidir sobre quem da sua equipe ela demitiria, já que a estrutura passaria por um enxugamento muito em breve devido aos resultados que foram impactados pela pandemia.

Quais habilidades você busca quando contrata as pessoas e quais são fundamentais para o exercício das atividades da área agora? Qual impacto você considera se mandar x ou y embora? E se sua área se junta-se com outra área quem faria o quê? Quem teria mais condições de exercer uma outra atividade mais rapidamente? Se você não tivesse esse problema resolvido qual seria o impacto? Qual o problema que você gostaria de ajuda para resolver? Essas e muitas outras foram perguntas feitas na sessão virtual que durou cerca de uma hora e trinta minutos.

Sem dúvida, muitas perguntas já estavam na cabeça dela mesmo antes desse encontro, mas o fato dela ter tido a oportunidade de expor seu problema sem a pressão do tempo para resolvê-lo e sem o “politicamente correto ou aceitável” a ajudou a pensar em alternativas de ações conscientes para enfrentar o medo do desconhecido.

Em seu livro, Leading With Questions, o prof. Michael J. Marquardt traz nas conclusões uma frase muito conhecida que diz que “você se torna o que você pensa”, contudo, ele afirma que talvez seja cada vez mais verdade ainda que “nos tornamos o que perguntamos”, por isso a importância de se perguntar, gera confiança.

As perguntas nos colocam em um lugar consciente de abertura, descoberta e interesse para refletir sobre as coisas e para gerar reflexão e análise. E assim, podermos ponderar para tomar decisões responsáveis e sérias. Fazer as perguntas certas permite aos líderes descobrirem o que é a coisa certa a se fazer.

Bom, talvez nem todas as perguntas tenham respostas nesses momentos mais críticos nas quais a realidade é complexa, binária, e as polaridades são expressas. Devemos considerar a possibilidade de uma pergunta poder ser respondida com uma nova pergunta e que nenhuma pergunta evitará a tristeza ou outros sentimentos desconfortáveis das decisões que venhamos a ter que tomar. Mas, as perguntas ajudarão a enfrentar esse momento crítico, gerando em nós coragem e criatividade para caminhar rumo ao novo, com maior perspectiva de que estamos fazendo o melhor que poderíamos fazer, e nisso há muito valor.

Que tal refletir?

  • Quais perguntas você precisa se fazer hoje como líder?

  • Diante das decisões que precisam ser tomadas, quais pessoas poderiam te fazer boas perguntas para checar os caminhos a seguir?

  • Quais perguntas dos seus colaboradores precisam ser respondidas?

  • Como você tem usado as perguntas para enfrentar os desafios desse nosso tempo?

Referência: Leading with questions – How leaders find the right solutions by knowing what to ask. Michael J. Marquardt.

Magali Lopes é facilitadora de conversas, consultora, coach membro da ICF – International Coaching Federation e cofundadora da Eight∞ Diálogos Transformadores.

Psicóloga apaixonada por questionamentos hoje facilita programas com base em diálogos e resolução de problemas complexos. É Senior Action Learning Coach (SALC), um método de resolução de problemas complexos por meio da colaboração e perguntas.

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