Vida embrulhada numa caixa de presente. Chegou a hora de reciclar a caixa.


Há alguns dias tenho pensado sobre os padrões e crenças que começamos a construir e moldar desde nosso nascimento. Para não falar da vida alheia, falarei da minha própria. Ufa, respiro, coragem!!!

Meus pais…é essa estória sempre começa nos pais. A culpa é dos pais? Não falemos de culpa, mas fato é que os meus pais seguiram padrões e crenças dos meus avós, que por sua vez construíram as suas a partir da educação dos meus bisavós…e assim vai! Então, cá entre nós, não se trata de culpa, mas de um comportamento humano adquirido. Bom, a bem da verdade, é que quero excluir o fator culpa, afinal sou mãe e entrei nesse ciclo. Por isso, prefiro ser vítima do comportamento humano adquirido do que ser apontada como culpada! 😄

Mas voltando ao tema padrões, nascemos em caixas pré moldadas e desde o nosso nascimento existimos para atender uma expectativa que é externa, que vem do outro. Quando bebês, a caixinha é pequenininha mas a expectativa já é grande. Pais são desejosos que os filhos nasçam com peso e medida padrões e que para ganhar mais peso e altura mamem a cada x horas, e assim, principalmente, nos 3 primeiros meses vivemos quase que numa pediatria para resultado. Eu, loucamente, confesso que tinha um caderninho de anotação para cada mamada, com controle de hora, tempo e qual peito!!!! (Já soube que existe até aplicativo! Ufa, dessa me livrei!) E se meu filho fugisse desse padrão, a meta não era cumprida!!!! Que exaustão!!!! Mas se pensarmos bem, o bebê é tão vital que foge de qualquer controle ou padrão, mas os pais estão lá presentes para manter o controle de tudo!!!! Gente, eu cheguei a acordar meu filho para mamar e depois reclamava que ele acordava a cada 3 / 4 horas para mamar. Nossa! Fiquei cansada só de lembrar!! Ok, ok e ok! Fazemos isso porque amamos nossos filhos e queremos o melhor para eles! Mas a caixinha vai aumentando…Não somente a do bebê, mas a minha caixa padrão estava enorme e sufocante! Eu me exigia ser uma boa mãe, mas não bastava ser boa, meu padrão era de mãe perfeita! Lembro me que numa das consultas iniciais com o pediatra, ao final ele me abraçou e me deu os parabéns, dizendo que eu era uma boa mãe! Tive uma explosão de choro! Felicidade? Não, alívio!!! Alguém reconheceu e verbalizou com elogio, que eu era uma boa mãe. Eu estava tão insegura que precisava de um reconhecimento alheio, externo, não bastava apenas a saúde do meu filho. Precisava de um “selo de garantia de qualidade de mãe perfeita” e vindo do especialista, ganhava outro peso! Subi no pódio em 1o lugar!!!! Passado 3 meses, parece que as coisas foram se ajustando e comecei a curtir mais do que me cobrar. Possivelmente os 90 dias do período de experiência, fui efetivada como mãe e meu “contrato foi validado”!!! Huuum, comecei a me sentir confortável na caixa moldada com tanto carinho e aconchego….mas novamente uma força externa me chamava para remodelar a caixa. Havia fora de mim uma mãe executiva que deveria voltar a trabalhar! Segui um padrão e uma crença que uma mulher moderna tem filhos felizes e saudáveis, tem uma carreira de sucesso e um casamento formidável! Nesse padrão a família feliz mora num apartamento próprio, bem decorado, tem carro importado na garagem e mesmo com tudo isso…ela chora, escondida no banheiro, porque não entende a causa de sua infelicidade!!!!

Então, volto a me perguntar, a culpa é realmente dos pais? Os pais só querem o melhor para seus filhos. Não, não falemos de culpa, porque isso não importa, o que importa é que não dá para viver um comportamento humano adquirido!

Liberte se da caixa e dos padrões! Seja você você mesma (o). Seja singular!

Qual é a sua singularidade? De quais padrões você vai se libertar?

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